Reflexões sobre comunicação, desinformação, estratégias do discurso de informação, atuação da imprensa e letramento midiático

Boletim do JN: Brasil não tem um governo federal | 2.5.2020

Edição bem morna, sem nenhuma grande novidade. Segue apenas o o caminho de mostrar que o Brasil não tem um governo federal, apenas governos locais.

A primeira matéria e quase todo o primeiro bloco se dedicou a dimensionar a Covid-19 no Brasil. Logo no início, o balanço dos casos – mais 4970 novos casos oficiais em um dia, sendo o nono país em número de casos.

Depois de ressaltar os novos casos, o aumento do número de mortos e um novo recorde de mortes em um dia pela Covid, matéria mostra Jair Bolsonaro desobedecendo todas as recomendações da OMS. Usa máscara, mas toca nela a todo momento, abaixa e coloca no queixo, coloca de novo na face, depois, coça o nariz e e toca um simpatizante,. Bastante destaque mostrando todos os passos de Jair no deboche às recomendações de saúde pública durante a pandemia.

Depois, a suspensão pelo TRF 3 do prazo para a apresentação dos resultados de exame de Jair para a Covid-19. Uma juíza concedeu a suspensão.A matéria retomou a história, informando que a AGU havia apresentado um relatório médico quando o Estadão obteve ganho de causa, ams que não foi aceito.

Depois, entra o balanço localizado. E a primeira matéria mostra o caso do Hospital do Bonsucesso, no Rio, que foi acusado de omissão por uma juíza, que pediu até a exoneração. toda da diretoria. É um hospital federal e a alegação é de que não tem profissionais para trabalhar, por isso só tem disponíveis 26 leitos, quando poderia oferecer 240. A matéria mostra o absurdo do diretor do hospital apoiando carreata em defesa do fim do isolamento. A fala da juíza é muito contundente. Num depoimento, mulher fala que o poder público precisa olhar porque “muitas pessoas estão morrendo”.

Na sequência, Belém, com a lotação das UTIs e um novo drama: a demora para liberação dos corpos e a troca. Bruno conta o drama vivido pela família, que demorou para receber o corpo da avó, já fechado no caixão. No cemtério, quando burlaram a norma sanitária e abriram o caixão, a surpresa: não era o corpo da avó. Que aliás não morreu, está no hospital sob cuidados. “Me levaram para reconhecer mais de 30 corpos”, diz lo neto.

Em Roraima, o secretário de saúde foi exonerado por suspeita de superfaturamento na compra de respiradores.

Amazonas recebe doações para combate à pandemia.

No Maranhão, corrida aos supermercados por causa do lockdown de 10 dias, que passa a valer a partir de terça-feira. Mas os supermercados vão continuar funcionando.

OBS. 1 – A notícia de que BH está com um achatamento de curva semelhante à da Coreia não apareceu, apesar de ter saído na CBN.É uma notícia relevante. E o Nordeste segue periférico no noticiário também.

Depois do caos, o alento que vem da iniciativa privada. No quadro Solidariedade S/A, Coca Brasil e outras empresas – Chevron, Raizen, Tota etc. doam comida, bebida, cestas, equipamentos para comunidades. Se o governo não funciona, as empresas estão aí a pleno vapor.

No segundo bloco, o Senado discute o pacote de ajuda aos estados e aos municípios.

Em pleno sábado, os brasileiros voltam a fazer filas para receber o auxilio de 600 reais. O presidente da Caixa aparece para dar explicações que não convencem, em um vídeo.

E a s farmácias, autorizadas pela Anvisa, passam a fazer os testes rápidos pra Covid-19. Especialistas criticam diante da gravidade do quadro e da possibilidade de resultados falsos.

Na sequência, poucas notícias do mundo, apenas o caso da Espanha, que está liberando aos poucos o passeio ao sol – para fazer exercícios depois de 49 dias confinados.

A chamada do Fantástico tem destaque, assim como do Esporte Espetacular, lembrando a morte de Airton Senna.

No quarto bloco, destaque para o enfrentamento entre bolsonaristas e moristas no depoimento de Sergio Moro na sede da PF em Curitiba. Rememoraram o caso, as acusações feitas por Moro, a entrevista à Veja. No Rio, defensores de Bolsonaro vão ao prédio de Alexandre de ores protestar contra ele. E o ministro Barroso suspende a ordem para que diplomatas venezuelanos deixem o país.

O ministro da cidadania, responsável pelo pagamento do auxílio que tem gerado filas desumanas, nomeia seu professor de inglês para assessoria. Onix recusa porque descobre que o professor é filiado ao Psol.

E um grande espaço para Sebastião Salgado, que deflagra um movimento e consegue adesão de varias personalidades, que assinam manifesto em proteção dos povos indígenas.

Em seguida, o boletim do tempo, que cumpre a função de mostrar que a rotina normal prevalece.

No último bloco, a homenagem a Ayrton Senna sob a ótica do fã japonês. E o jogo Brasil e Espanha pela Copa das Confederações, em 2013, que será reprisado domingo.

Recordar é viver.

Boa noite (e desculpem pela ausência de ontem).