Chamada da reportagem sobre Boulos

O Valor Econômico trouxe hoje (29) bem cedinho o resultado da pesquisa XP/Ipespe mostrando queda de Russomano e subida de Boulos (de Covas também). O candidato do PSOL atinge patamares importantes e mantém tendência.

OK.

Ontem, Folha e UOL trouxeram matéria grande falando que  o  candidato do PSOL afirmou, num vídeo de campanha, que tinha um vínculo atual como professor da Escola de Sociologia e Política, mas  a entidade citada “nega existir” o vínculo.

O vídeo foi divulgado pela campanha de Boulos para rebater as insinuações de que ele nunca trabalhou e que vive de dinheiro público.

Boulos foi professor em dois cursos de curta duração em 2019. De fato não há mais curso em vigor na entidade citada neste ano. A escola informa que paralisou o curso em função da pandemia e que o curso citado não seria dado em observância à legislação eleitoral. Nenhum problema, portanto, ao contrário do que a reportagem faz crer.  

A reportagem é extensa, detalhada, e vai tentando confrontar a fala de Boulos em relação ao trabalho como professor e escritor às falas das escolas e instituições citadas.  Mas, ao final, o que fica claro é que não há contradição. A reportagem não aponta divergências efetivas, apesar de construir insinuações. Boulos deu sim vários cursos, isso se confirma, é professor e escritor, recebeu por isso como MEI. Pronto. Onde estão os problemas? Onde está a ilicitude? Dizer no vídeo divulgado que ele “é professor” quando poderia ter dito que “foi professor” é algo mentiroso? Mas a própria escola disse que o curso seria dado não fosse a pandemia e as eleições. Não é como se ele tivesse sido demitido ou afastado, o que sem dúvida iria consifgurar outra situação.  

Ao fim e ao cabo, a reportagem serve para enfatizar e alimentar as mentiras que se espalham sobre Boulos e a construção do referente “vagabundo”, que se cola tão bem aos representantes da esquerda. Já que não é possível construir a referência corrupto em relação ao candidato, vamos então colaborar em outro mote, o de “vagabundo”. 

Afinal, é preciso saber como o candidato conseguiu a proeza de manter 579 reais na conta corrente sem trabalhar!! 

E todas essas cosntruçoes referenciais e de sentido se ligam ao começo dessa conversa: a subida de Boulos e a queda de Russomano nas intenções de voto (que está explícito) e a preferência do grupo pelo candidato Covas (que jamais será explicitado).