Pelo segundo dia consecutivo, os brasileiros vão percebendo que o país está acéfalo de poder federal no combate ao coronavírus.

A edição começa com o relato da primeira morte pelo coronavírus no país, em São Paulo.

Quase toda a edição é dedicada ao coronavírus, com diversos desdobramentos. Destaque para a voz de autoridade suprema que se instaura: David Uip. Ele fala da situação de São Paulo, mas não apenas. É uma voz que dimensiona o problema, aponta os caminhos e mostra as soluções possíveis.

Outra voz de autoridade é Rodrigo Maia, que aparece no meio da edição (chegaremos lá).

Vamos à edição.

Na primeira matéria, destaque total para a primeira morte. Relato das medidas em São Paulo, das pessoas no transporte público etc. destaque também para o atendimento do idoso que morreu atendido pelo Prevent Sênior, ressaltando que o “vírus está circulando entre nós”. A matéria também mostrou um quadro comparativo entre a rede pública de atendimento e a rede privada – que só atende 25% da população. Nesse meio aparecem os representantes do Ministério da Saúde afirma do que estão comprando mais testes. E Bonner enfatiza que o Ministério está na contramão do que diz a OMS. Comparam com o exemplo da Coreia, que intensificou os testes para prevenir. A matéria ressalta que a orientação da OMS é de testar o máximo possível. Mais alegação do secretário João Gabbardo dizendo que não dá pra testar todo mundo.

Na sequência, Bonner informa que as suspeitas no número de casos saltou em mais de 6 mil casos em um dia. E então aparece o ministro pra dizer que o Brasil vai enfrentar uns três meses de estresse. Há também contratação de médicos e o caso do empresário que burlou o isolamento e foi pra Bahia.

Com muita ênfase e até meio emotivo, Mandetta ressaltou a importância de cuidar dos idosos.

Outro detalhe relevante: na área de saúde, o JN está ouvindo especialistas de peso: infectologistas, pneumologistas, todos ligados às universidades federais, à Fiocruz. Vozes de autoridade.

Balanço pelo mundo, com os casos, os cruzeiros sem lugar pra parar.
Depois, informação de que a Prefeitura de SP declara emergência.
Depois, Rio de Janeiro, com os vários casos, as medidas é uma leve “cutucada” na prefeitura. “O governo do Rio adota medidas, mas como será monitorado não se sabe”. Mostrou um certo caos na rodoviária com uma medida de restrição de circulação de ônibus. Cenas de uma senhora em cadeira de rodas presa na rodoviária e as críticas à falta de organização. Cutucada em Crivella.

As ações no Paraguai de fechamento de fronteira têm destaque.

E logo depois entra o primeiro-ministro, quer dizer, Rodrigo Maia, para questionar a falta de ação do governo federal e dizer que o fechamento de fronteiras já devia ter sido feito. Maia cobra medidas que já deveriam ter sido tomadas. E afirmou, destacando que o Congresso continuava trabalhando: “O Congresso brasileiro fechou só na ditadura. Não vai fechar mais”. Pra meia palavra, bom entendedor basta…

Só depois de tudo isso a menção a Bolsonaro é feita – pra dizer do novo exame que ele vai fazer. As informações dadas pelo porta-voz aparecem em segundos.

Depois, novo giro internacional, com o caso da Itália.

Na sequência, a recomendação de não se usar o ibuprofeno e a fala tranquilizadora de Bonner de que o abastecimento está normal.

Um giro pelos vários estados com as medidas tomadas. E a ausência do poder estatal.

Notícias também sobre os EUA e medidas econômicas adotadas.

Entra na edição a informação de que o governo o federal pede que o Congresso decrete estado de calamidade.

Notícias também sobre as rebeliões e fugas de presos. Mas, então, cadê o ministro da Justiça?! Ainda temos um? Nem aparece.

Na sequência, previsão do tempo. No último bloco, futebol e a informação de adiamento da Copa América.

E aí o primeiro-ministro, digo, Rodrigo Maia, aparece novamente pra referendar a medida do governo de pedir calamidade pública. É isso.