A edição foi pensada pra dimensionar a ignorância e o despreparo do atual ocupante do Planalto… e a falta que ele NÃO faz…

A edição começa com as recomendações dadas pela OMS durante entrevista coletiva, ressaltando sobretudo a necessidade do aumento do número de testes ara o COVID-19. Muito destaque para as recomendações e as medidas necessárias. Contraponto com o Brasil, onde o secretário do Ministério da Saúde afirmou, “apesar das recomendações da OMS”, que o Ministério vai manter o padrão, ou seja, teste apenas para os casos mais graves. Durante a coletiva, o secretário mostrou estranheza com a declaração da OMS, afirmando que não há insumos suficientes para os testes na totalidade da população.

Destaque também para as ações do Ministério da Saúde, da Educação (com a liberação de recursos) e do Ministério da Família, com a ministra recomendando a líderes religiosos evitarem os cultos e celebrações presenciais.

Na sequência, o balanço da situação no Brasil, que já tem quase 300 casos. No Rio de Janeiro, as praias lotadas foram apontadas como problema, e uma infectologista mostrou que não é seguro qualquer aglomeração. Cenas da polícia alertando para os perigos de as pessoas ficarem na nas praias e nas ruas e nos shoppings.

Depois do Rio, a realidade em São Paulo, com as várias medidas todas, o problema do transporte público. A prevenção dando o tom em todo o país, nas capitais atingidas, falas dos governadores. Um balanço bem detalhado de todas as medidas e da necessidade de conter o vírus. Matéria também mostra os países da AL fechando as fronteiras, “mas o Brasil não adotou nenhuma medida com relação às fronteiras”.

Depois, balanço no mundo, com os casos em vários países e o reconhecimento de Trump de que “não se trata de algo simples”. Grande balanço pelo mundos, os casos em vários países, tudo é mostrado em detalhes.

E só então a estupidez do ocupante do Planalto é dimensionada e mostrada. Diz Bonner:”O Brasil se diferencia dos outros países em gestos e atitudes”. Pumba! O JN diz que apesar dos problemas enormes, “Bolsonaro não pensa assim”… “Uma declaração na contramão do que atestam os líderes estrangeiros”. A matéria diz que Bolsonaro ignorou as recomendações dos médicos. e muitas imagens dele “confraternizando” com os manifestantes na porta do Planalto, onde Bolsonaro “apertou mãos, fez, selfies”. E mostraram que o diretor-presidente da Anvisa, um médico, estava lá. A matéria também mostrou que a Associação dos Servidores da Anvisa criticaram duramente o ocorrido. Mas Barra-Torre, diz a matéria, desconsiderou o que ele mesmo disse.

A atitude de Bolsonaro, destaca a matéria, provocou críticas contundentes. Maia e Alcolumbre aparecem criticando duramente o presidente. Destaques para as falas deles. “E hoje ele prosseguiu na contramão do mundo!, diz Bonner de novo para ressaltar que o presidente afirmou, em entrevista no rádio, que “está havendo uma histeria”. A matéria também informa que Bolsonaro tem uma questão adicional, pois “13 pessoas da comitiva que foi aos EUA estão com a COVID-19. Numa coletiva, o ministro da Saúde tentou defender Bolsonaro. E eis que “sem a presença de Bolsonaro”, os presidentes da Câmara e do Senado se reuniram com o ministro da Saúde para discutirem ações contra a doença. Assim, “no dia seguinte aos ataques das ruas”, os presidentes das duas Casas se reuniram com Mandeta. Ou seja, o problema foi circunscrito – num momento de pandemia, o presidente incentiva “ataques” das ruas.

Chega o terceiro bloco, e o presidente dos EUA sinaliza que pode haver recessão. e então o caos dos mercados e da bolsa e do dólar é exposto. Muito pânico no Brasil com a queda abrupta, quinto circuit breaker e o aumento vertiginoso do dólar, “que pela primeira vez na historia rompeu a barreira dos cinco dólares”, anuncia Bonner, com voz severa.
Aí então aparece Guedes para anunciar um pacote de 150 bilhões para ajudar no combate e para aquecer a economia. “Temos tentado passar uma mensagem de calma”, anuncia o ministro. É claro, ele não deixa de mencionar a necessidade das reformas…

Na entrevista, ele parece meio perplexo, e fica em silêncio por alguns instantes… até falar que é preciso injetar dinheiro na economia para ajudar. E então, destaque para as medidas adotadas. Guedes ressaltou que “até sugeriram” tabelar preços, ams ele não vai fazer isso. E disse que “não podemos nos entregar à psicologia do pânico” (um novo conceito, sem dúvida) para ressaltar que o Brasil está numa situação diferente, que estava em pleno voo.

Bolsonaro não aparece mais… o Brasil não tem um chefe à altura (é a mensagem).

Aí, chega de noticia ruim, vamos para o Boletim do Tempo, com boas previsões.

Depois, a confusão de ronaldinho, com uma leve tentativa de colocar toda a culpa na tal empresária que arrumou documento falso.

Na sequência, futebol e a iniciativa da CBF de suspender competições.

E para fechar, uma aula de autopromoção com o anúncio das mudanças da programação em função do coronavírus. As novelas serão suspensas, outros programas também, e o jornalismo será ampliado. E por que faremos isso? Porque temos responsabilidade social, essa é a mensagem que fica. Então cenas da novela ‘Amor de Mãe”, com recado de dona Lurdes: “Obedece dona Lurdes. Fica em casa. Seja responsável”. A questão do compromisso com o jornalismo e a responsabilidade social é o que permanece. “A informação se tornou ainda mais importante nesses tempos. É hora de informação confiável”.

E assim, “no desafio de deter o coronavirus, o papel de cada um e o esforço de todo mundo”.

Boa noite.