Hoje o Boletim será mais focado em algumas questões. Até então, a operação era o silenciamento. Agora, o JN parte para a desconstrução do Bozo. Com elegância. Competência. Destruindo o monstro que criaram.

Na primeira matéria, a surpresa sarcástica de Bonner ao anunciar: “Os brasileiros foram surpreendidos com uma mudança drástica do presidente da República em relação à COVID-19”, para falar da coletiva dada pela equipe toda. E a partir daí, todas as falas atuais de Bolsonaro falando da gravidade da pandemia tiveram uma contraposição mostrando que, em outros momentos recentes, ele falou muita bobagem.

Assim, a matéria mostrou a fala do presidente minimizando o impacto da pandemia – muito destaque para as falas inconsequentes.

Em seguida, Bolsonaro tentou explicar o porquê do uso da máscara (e essa máscara terá detalhes interessantes ao longo da edição). Ele tentou explicar a ida à manifestação – ficou titubeante – e criticou de novo a imprensa. Aí, a reportagem mostrou uma ida dele há alguns dias a Roraima CHAMANDO para a manifestação.

E aí a repórter nos informa que Bolsonaro “mudou o tom em relação aos outros poderes”. Trocando em miúdos, pediu arrego – e aí aparece o primeiro detalhe da máscara, com Bozo atrapalhado sem saber colocar.
Enfim, reforçou as recomendações da OMS. E foi de novo rebatido por afirmações idiotas anteriores. A cada fala, uma rebatida.

Na sequência, Guedes fala das medidas para ajudar a população, socorrer as aéreas e minimizar a crise. E olha quem aparece?!?!? Ele mesmo: o ministro sumido da Justiça. Pra explicar as ações com os presidiários e as fronteiras. E sumiu de novo. O ministro da Saúde é o mais coerente e seguro da equipe, falando da gravidade e do aumento exponencial dos casos.

E eis que então ouvimos o ministro confessar: “O Brasil tem um diferencial em relação aos outros países: o SUS”. E arrematou: “O SUS esta presente em todos os municípios brasileiros”.

E aí começa mais veementemente a desconstrução. Bonner abre a matéria dizendo: “Durante a coletiva, o presidente erê e os ministros deram uma aula aos brasileiros de como NÃO usar uma máscara”. A matéria mostrou todas as cenas de Bolsonaro tentando lidar com a máscara. Mandetta tentou dar explicações sobre o uso. E a matéria trouxe especialistas falando que estava tudo errado…

E aí vem todas as recomendações e explicações da OMS. E mais especialistas dizendo que é um problema o uso de máscara pelas pessoas que não sabem fazê-lo… enfim, uma desqualificação geral e irrestrita.
Na sequência, balanço das mortes, dos casos, recomendáveis, uso do álcool em gel (que só deve ser feito na ausência de água e sabão). Fez também um serviço comunitário, mostrando que muitas comunidades não têm água nesse momento grave da pandemia. Bom recorte.

Balanço das medidas em São Paulo, com David Uip à frente sempre, e no Rio.

Depois, recomendação do MEC. E a nova reunião chamada por Bolsonaro à noite – quando entra no som o trompetista “Lula lá”. Ao fim da reunião, Toffoli, anuncia Bonner, ressalta o valor do trabalho da imprensa.
Entram as notícias do mundo, com a COVID, e o balanço dramático da Itália.

Bonner então diz que, durante a reunião da equipe à noite, “um manifestante tocou a música que é usada nas manifestações do PT. A Globo captou o sinal involuntariamente. Pedimos desculpas aos nossos telespectadores”. Recado dado.

E aí, a informação pra dar o toque final na desconstrução: “panelaços contra Bolsonaro em várias cidades no Brasil”. Apenas as imagens. No país todo. Com o barulho das panelas e apitos e os gritos. Não há narrador. Muito tempo.

Depois, a informação de que houve também, “há pouco tempo, mas em número bem menor”, panelaços a favor. E aí volta a informação de que ontem já havia tipo manifestação contra ele.

Panelaços muito bem editados. Pus rua, como eu já disse algumas vezes, Bolsonaro vai quando a Globo decidir que é a hora… não se enganem.

Corte para o boletim do tempo e outras notícias.

Desconstrução em curso.